Atividades de reflorestamento podem ganhar mais
força depois da COP 15
Durante os últimos dias da Conferência, as negociações apontam
possibilidades para maiores investimentos no setor

Foto: Associação Preserve Amazônia
Durante a vídeo-conferência realizada hoje (17/12) entre Brasília e Copenhague, o presidente do Conselho Euro-Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (Eubra), Robson Oliveira afirmou que estão sendo aprovados projetos, ações e financiamentos para o reflorestamento de áreas degradadas e atividades de valores agregados.
Segundo Robson Oliveira ao final do encontro serão maiores as possibilidades de recursos para as ações ligadas ao reflorestamento, à recuperação florestal de áreas degradas ou convertidas, e principalmente ao uso sustentável de área nativas na forma de manejo florestal.
De Brasília, o Deputado Giovanni Queiroz (PDT/PA) comemorou a atenção que as florestas estão recebendo dentro das negociações climáticas internacionais. Para o Deputado a grande contribuição que as florestas possuem para a captação de CO² e para o desenvolvimento sustentável almejado está sendo percebida.
Giovanni ressaltou ainda a iniciativa do Governo do Pará de plantar 1 bilhão de árvores na Amazônia nos próximos cinco anos. A idéia é engajar os 143 municípios no esforço de restauração florestal e também consolidar a imagem do Estado como protetor e reparador da floresta amazônica.
Já o Deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB/PR) destacou que a presença do Presidente Lula em Copenhague trouxe mais prestígio para a delegação brasileira, que é a segunda maior do evento, perdendo apenas para a anfriteã Dinamarca.
“O clima tem sido a palavra chave em todos os aspectos aqui em Copenhague, mas há um esforço muito grande da delegação brasileira para a construção de um acordo. Torço para que apesar dos conflitos e do cansaço consigamos encontrar um caminho de entendimento”, afirmou o Deputado.
Representando a Associação Preserve Amazônia esteve no debate o Conselheiro Administrativo, Fernando Kreppel, que destacou a importância do cumprimento das metas brasileiras. “Depois da COP 15, o Brasil terá uma responsabilidade ainda maior no cenário ambiental mundial. E o cumprimento das metas voluntárias brasileiras definirá nossa participação nas políticas ambientais globais, nas trocas de tecnologia e no financiamento de projetos voltados para a preservação da biodiversidade do planeta” pontou Kreppel.
A realização do evento foi uma iniciativa da Comissão Mista de Mudanças Climáticas e do Gabinete do Senador João Durval (PDT/BA) com o apoio do Senado Verde, da Comunidade Virtual do Poder Legislativo – Interlegis, da Associação Preserve Amazônia e do Conselho Euro-Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável – EUBRA e seus parceiros Embrapa e DNOCS. |